TERAPIA COMPORTAMENTAL | ABA

A Análise Comportamental Aplicada (ABA - Applied Behavior Analysis) é a ciência dedicada à compreensão e modificação dos comportamentos socialmente significativos de forma objectiva e empírica. De forma resumida e específica, diz respeito à implementação de procedimentos baseados nos princípios comportamentais provocando uma mudança. Estes procedimentos, baseados nos princípios comportamentais, têm sido aplicados em contextos variados, para intervir em problemáticas distintas, nas mais diversas populações. O sucesso das intervenções comportamentais deve-se muito ao seu fundamento empírico e à tomada de decisões ser baseada numa recolha regular, sistemática e quantitativa de dados que apoiam a evolução de toda e qualquer intervenção.



A Análise Comportamental Aplicada, também conhecida como “modificação do comportamento”, foi desenvolvida com base na teoria da aprendizagem. Os analistas comportamentais focam-se na relação observável do comportamento com o seu ambiente e analisam a função desta relação. Ao compreender melhor o que motiva uma pessoa a comportar-se de determinada forma, bem como as variáveis significativas relacionadas, os analistas comportamentais desenvolvem estratégias e intervenções que após implementadas promovem e possibilitam uma mudança desejada. 


Os resultados positivos das intervenções comportamentais intensivas precoces (EIBI – Early intensive behavioral intervention) implementadas junto a crianças com atrasos diversos no desenvolvimento revelam mudanças funcionais significativas e duradouras. A intervenção comportamental pode ser implementada para mudar o comportamento de filhos, irmãos, pais e amigos. Todas as pessoas que apresentam comportamentos desafiantes beneficiam de uma intervenção desta natureza.
O conceito de comportamento desafiante é habitualmente utilizado para descrever comportamentos apelidados de “difíceis” ou “problemáticos” que se apresentam de forma variada ao nível da intensidade, frequência e duração, de pessoa para pessoa. Estes comportamentos poderão não ser muito graves, mas as suas consequências sobre o ambiente são disruptivas, stressantes e aborrecidas. Os comportamentos desafiantes podem também ser aprendidos, sendo que que um comportamento que resulta em algo agradável ou positivo para a pessoa, terá uma maior probabilidade de voltar a acontecer no futuro.

 

Muitas pessoas com deficiência (motora ou cognitiva) também apresentam comportamentos desafiantes, embora estes comportamentos não sejam exclusivos a nenhuma população. As dificuldades de autonomia, de comunicação e de certas competências cognitivas são fortes promotores de alternativas menos adaptadas e adequadas de comunicar, ou de conseguir aquilo que se quer/precisa.


Muitas pessoas com Encefalopaitia Crónica da Infância (anteriormente designada como paralisia cerebral) também têm dificuldades de aprendizagem e apresentam comportamentos desafiantes pelas razões acima mencionadas. Todo o comportamento exibido serve uma função e é fundamental compreendê-la para poder modificar o comportamento indesejado, eliminando-o, diminuindo-o ou substituindo-o por um novo comportamento mais adaptativo. Os comportamentos desafiantes podem originar de causas biológicas - de forma a gerir o comportamento desafiante, todas as questões de saúde devem ser exploradas primeiramente e eliminadas como possíveis causas de comportamento; podem ser a forma que a pessoa encontrou para manter um nível de estimulação desejado; e também podem servir como forma de comunicação com o ambiente.


Ao modificar os comportamentos desafiantes, o dia-a-dia da pessoa e de todas as pessoas que fazem parte da sua vida, também sofre alterações. Muitas das vezes, situações que anteriormente apresentavam um grande obstáculo, podem passar a fazer parte da rotina e ocorrer sem problemas, promovendo uma maior integração e aceitação.

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